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Por que as bandas sumiram dos rankings das mais tocadas?

É o fim? As bandas podem acabar? O rock and roll morreu? Por que nos rankings das mais tocadas figuram apenas artistas solos ou duplas sertanejas? O que a pandemia, a televisão e o Spotify têm a ver com isso tudo?

 

No “Gente de Casa” desta semana, os jornalistas Wendell Guiducci, da banda Martiataka, e Nelson Dias, da banda 3Dias, comentam sobre as singularidades do atual momento dos grupos musicais e do rock and roll. Se por um lado se tem facilidades como nunca para gravar e divulgar com os home studios, por outro as dificuldades para sobressair aumentaram na mesma proporção.

 

Como é comum nos bate-papos com jornalistas, Wendell e Nelson, ainda que mantenham o foco na música, não deixam de fazer suas provocações futebolísticas e passeiam sobre o futuro da profissão. No fim, prometem que, no que depender deles, teremos ainda por aqui muitos anos com bandas e bom rock and roll.

 

A prosa foi boa. Confira!

 

GENTE DE CASA, um podcast da Casa do Jornalista
Apresentação Ricardo Miranda / Edição Leonardo Costa

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ONU diz que jornalismo livre combate desinformação

Neste 3 de maio, a Organização das Nações Unidas (ONU) comemora o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa com o tema “Informação como bem público”. Em mensagem, o secretário-geral da entidade, António Guterres, lembrou dos desafios criados pela Covid-19, que “sublinham o papel crítico da informação confiável, verificada e universalmente acessível para salvar vidas e construir sociedades fortes e resilientes.”

 

Guterres disse que, durante a pandemia e em outras crises, incluindo a emergência climática, “jornalistas e profissionais da imprensa ajudam-nos a navegar por um cenário de informações em constante mudança”, ao mesmo tempo em que se enfrenta imprecisões e inverdades perigosas.

 

Em muitos países, os profissionais correm grandes riscos pessoais, incluindo novas restrições, censura, abuso, assédio, detenção e até morte, simplesmente por fazerem o seu trabalho. E para ele, “a situação continua a piorar.” O impacto da pandemia atingiu duramente muitos meios de comunicação, ameaçando a sua própria sobrevivência.

 

O chefe da ONU lembrou que “à medida que os orçamentos apertam, estreita-se também o acesso a informações confiáveis.” Ele citou ainda rumores, informações falsas e opiniões extremas e divisões que surgem para “preencher este espaço.”

 

Apelo

Nesta data, o secretário-geral apelou aos governos que façam tudo ao seu alcance para apoiar a liberdade, a independência e a diversidade dos mídia. Guterres acredita que “o jornalismo livre e independente” é um é aliado no combate à desinformação.

 

Ele lembrou o Plano de Ação das Nações Unidas para a Segurança de Jornalistas, aprovado em 2013, que visa criar um ambiente seguro para profissionais do ramo em todo o mundo. Em 2021, ocorre o 30º aniversário da Declaração de Windhoek para o Desenvolvimento de uma Imprensa Africana Livre, Independente e Plural.

 

António Guterres pediu uma reflexão e renovação dos esforços para proteger a liberdade de imprensa, para que “a informação continue a ser um bem público para todos que salva vidas.”

 

Conferência

Esse ano, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, organiza a Conferência Global sobre a data em parceria com o Governo da Namíbia.

 

A iniciativa ocorre até 3 de maio, em Windhoek, com eventos virtuais e presenciais, incluindo palestras, mostras artísticas e exibições de filmes. Participam líderes do setor, ativistas, políticos, especialistas em mídia, artistas e pesquisadores de todo o mundo.

 

O objetivo é chamar a atenção urgente para a ameaça de extinção enfrentada pela mídia local de todo o mundo, uma crise agravada pela pandemia.

 

Serão apresentadas ideias para enfrentar os desafios online, aumentar a transparência das empresas de internet, fortalecer a segurança dos jornalistas e melhorar suas condições de trabalho.

 

Fonte: ONU News

Inclusão de jornalista como microempreendedor individual segue para a Câmara

O Senado concluiu nesta quarta-feira (28) a análise do projeto que permite a inclusão de jornalistas no Simples Nacional como microempreendedores individuais (MEI). O texto-base do projeto já havia sido aprovado no dia 14 de abril, mas a falta de acordo sobre três destaques (pedidos para votação de emendas separadamente) acabou adiando a votação. Com a retirada dos destaques, o texto segue para a Câmara dos Deputados.

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Jornalistas avaliam o retorno de Lula à cena eleitoral

No “Gente de Casa” desta semana, Maycon Chagas, jornalista, membro do diretório municipal do PT e suplente de vereador em Juiz de Fora, e Renato Salles, jornalista político da Tribuna de Minas, falam sobre os impactos no cenário eleitoral brasileiro com o retorno do ex-presidente Lula ao páreo.

 

Na perspectiva de quem vive o dia a dia do partido, Maycon avalia uma nova candidatura de Lula como a retomada do protagonismo da classe trabalhadora que “vive em um ambiente de constante perda de direitos que remete ao início do governo Temer e se deteriora agora com o desgoverno Bolsonaro”.

 

Renato Salles, na sua análise, aborda os impactos da chegada petista ao poder local e as possíveis mudanças com Lula de volta à cena eleitoral. Sobre Bolsonaro, ele vê uma possível candidatura de centro com um complicador para o presidente já no primeiro turno.

 

E mais: Maycon também fala sobre a necessidade de o PT fazer concessões. Mas até qual limite? Renato, por sua vez, considera que a extrema direita sempre existiu. Dentro ou fora do armário?

 

GENTE DE CASA, um podcast da Casa do Jornalista
Apresentação Ricardo Miranda / Edição Leonardo Costa

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RSF afirma que insultos à imprensa são marca de Bolsonaro

O Brasil retrocedeu quatro posições no Ranking da Liberdade de Imprensa 2021, organizado pela ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), caindo para a 111ª entre 180 países, e entrando na zona vermelha, classificada como de “situação difícil”. “O contexto tóxico em que trabalham os profissionais da imprensa brasileira desde a chegada ao poder de Jair Bolsonaro, em 2018, explica em grande parte essa degradação. Insultos, estigmatização e orquestração de humilhações públicas de jornalistas se tornaram a marca registrada do presidente, sua família e seu entourage”, afirma a ONG.

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